segunda-feira, 1 de agosto de 2011



Chega um momento em que somos aves na noite,
pura plumagem, dormindo de pé, com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos na fileira dos dias, o que tanto brigamos
para guardar, de repente não presta mais: jornais, retratos, poemas, posteridade.
Minha bagagem é a roupa do corpo.

Carpinejar

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